Quanto você precisa ter guardado para comprar um imóvel? Entenda a entrada e o que os bancos exigem em 2026
O que precisa para comprar um imóvel você encontra aqui
EEquipe Lopes Enjoy Imóveis·15 de junho de 2026·6 min de leitura
Uma das perguntas que mais trava quem pensa em comprar um imóvel é simples: quanto eu preciso ter na conta antes de começar? A resposta envolve mais do que o valor da entrada, mas também não é tão complicada quanto parece. Neste guia, a gente explica tudo de forma direta para você sair daqui sabendo exatamente o que planejar.
**O que é a entrada e por que ela existe**
A entrada é o valor que você paga do próprio bolso na compra do imóvel — aquela parte que o banco não financia. Ela funciona como uma garantia para a instituição financeira de que você tem comprometimento real com o negócio e capacidade de honrar um contrato de longo prazo.
Quanto maior a entrada, menores serão as parcelas e os juros totais pagos ao longo do financiamento. Mas mesmo quem não tem um grande montante guardado pode encontrar caminhos viáveis — e é exatamente isso que vamos mostrar.
**Quanto os bancos estão exigindo em 2026**
Aqui está o ponto de partida que todo comprador precisa conhecer: os principais bancos brasileiros exigem hoje uma entrada de 30% do valor do imóvel, financiando os 70% restantes. Essa mudança aconteceu em 2025 — antes, o padrão era 20%.
Na prática, isso significa que para um imóvel de R$ 800 mil, você precisa ter pelo menos R$ 240 mil disponíveis como entrada. Para um imóvel de R$ 1,5 milhão, a entrada mínima fica em torno de R$ 450 mil.
Esse ajuste foi feito pelos bancos para reduzir o risco do crédito — e tem um efeito positivo colateral: como o valor financiado é menor, as parcelas mensais ficam mais baixas, o que facilita a aprovação do financiamento para mais compradores.
**Atenção: alguns bancos, como o Itaú, financiam em casos especiais até 82% do valor do imóvel. As condições variam de acordo com o perfil do comprador, o tipo de imóvel e o relacionamento com o banco. Vale simular em mais de uma instituição.**
**E se eu não tiver os 30%? O FGTS pode ajudar**
Muita gente não sabe, mas o FGTS pode ser usado como parte da entrada do financiamento — e isso muda bastante o planejamento de quem tem saldo acumulado no fundo.
Para usar o FGTS na compra de um imóvel, algumas condições precisam ser atendidas: o imóvel deve ser residencial e destinado à moradia própria, o financiamento precisa ser feito dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) — que cobre imóveis de até R$ 2,25 milhões — e o comprador não pode ter outro imóvel registrado em seu nome na cidade onde trabalha ou reside.
Se você se encaixar nesses critérios, o saldo do FGTS pode cobrir parte significativa da entrada, reduzindo o valor que você precisa ter em conta.
**Imóvel na planta: a entrada pode ser parcelada**
Uma vantagem pouco conhecida e muito relevante para quem está em fase de planejamento, é que em imóveis na planta, a entrada costuma ser parcelada durante o período de obras.
Isso significa que você não precisa ter o valor total da entrada disponível no momento da assinatura do contrato. A construtora recebe esse montante em parcelas mensais ao longo da construção, e apenas na entrega das chaves o financiamento bancário entra em cena para cobrir o saldo restante.
Essa modalidade é especialmente interessante porque:
• Dá tempo para organizar as finanças sem precisar ter tudo guardado de uma vez
• O imóvel valoriza durante a obra, então você já entra com o patrimônio crescendo
• As condições de negociação tendem a ser mais flexíveis nos lançamentos do que em imóveis prontos
**Não esqueça os custos além da entrada**
Um erro comum de quem está comprando o primeiro imóvel é planejar apenas o valor da entrada e se esquecer dos custos adicionais que fazem parte da transação. Os principais são:
**ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis)**: cobrado pela Prefeitura, varia de 2% a 3% do valor do imóvel dependendo do município.
Escritura e registro em cartório: em média, entre 1% e 2% do valor do imóvel, dependendo do estado.
**Taxa de avaliação bancária**: cobrada pelo banco para vistoriar o imóvel antes de aprovar o financiamento.
**Corretagem**: quando paga pelo comprador, geralmente corresponde a 6% do valor do imóvel, mas em muitos casos é absorvida pelo vendedor ou incorporadora. Na prática, a recomendação é ter uma reserva de 4% a 5% do valor do imóvel além da entrada para cobrir esses custos com tranquilidade.
**Quanto guardar para não ficar no limite**
Existe uma armadilha clássica no processo de compra: usar todo o dinheiro disponível para fechar o negócio e ficar sem reserva financeira. Parece um sacrifício válido no momento, mas pode transformar os primeiros meses no novo imóvel em uma fonte constante de estresse.
A recomendação é simples: **não comprometa 100%** da sua reserva na entrada. Manter pelo menos três a seis meses de despesas guardadas após a compra é o que separa uma decisão inteligente de uma compra que vai pesar por anos.
Às vezes, optar por um imóvel ligeiramente mais acessível, sem abrir mão da localização ou da qualidade que importam para você permite manter essa reserva e construir o futuro com muito mais segurança.
O momento certo para comprar é o que você está preparado para aproveitar
Muita gente adia a compra esperando uma situação financeira "ideal" que raramente chega. A verdade é que o planejamento, mesmo que leve alguns meses ou um ano, é o que cria essa situação. Saber exatamente quanto precisa, onde vai buscar o crédito, se pode usar o FGTS e quais custos considerar é o primeiro passo concreto.
E o segundo passo é conversar com quem entende do mercado e pode ajudar você a encontrar o imóvel certo dentro do que você planejou.
**A Lopes Enjoy pode ajudar você nessa jornada**
Nossa equipe está pronta para orientar você em cada etapa desde o planejamento financeiro até a assinatura do contrato. Trabalhamos com lançamentos, imóveis prontos e alto padrão no Rio de Janeiro, e conhecemos as condições do mercado para ajudar você a tomar a melhor decisão.
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